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“O Coroinha” - INFORMATIVO DIOCESANO

Diocese de Cruz das Almas – Pastoral dos Coroinhas – n°03/2019



Amigos (as) Coroinhas,


Na formação deste mês eu gostaria de convidá-los a refletir sobre a vida e o testemunho de São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas.


Segundo relatos históricos ele viveu pelos anos de 260 depois de Cristo, numa época que não era fácil ser cristão, pois a Igreja era muito perseguida pelo Império Romano. Valeriano, o imperador, odiava os cristãos e não poupava suas vidas. Centenas deles eram presos e, na espera pelo martírio, ficavam desejosos de receber Jesus Eucarístico. O Papa Sisto II queria socorrer espiritualmente os fiéis aprisionados, mas os crentes aconselhavam-no a não correr o risco de ir até eles, pois o Papa era o regente da Igreja e precisava viver para apascentar o rebanho do Senhor.


Foi aí que um jovem adolescente, que prestava serviços à Igreja de Roma, muito corajoso e fiel, cheio de fé e de um amor incondicional à Jesus presente na Eucaristia, se ofereceu para levar a Santa Comunhão aos cristãos encarcerados. Tarcísio era seu nome. Tratava-se de um adolescente destemido, pois, com apenas doze anos de idade, estava disposto a dar a vida para que a Hóstia Santa não caísse nas mãos dos pagãos. Cumprindo sua missão, andando firme e apressadamente pelas ruas de Roma, rumo ao cárcere, deparou-se com alguns meninos que chamaram-no para brincar. Ele desculpando-se esquivou-se, mas os garotos perceberam que o mesmo levava algo bem escondido junto ao peito. Quiseram tirar-lhe a força, porém, como Tarcísio não cedeu, começaram a atirar pedras no fiel “coroinha”, e gritavam: “Tarcísio é cristão, Tarcísio é cristão! Vamos matá-lo”. Uma força sobrenatural o acudiu e, mesmo desmaiado, ele não desgrudou as mãos do peito protegendo a Eucaristia. De repente, então, surgiu um soldado romano, que também era um cristão disfarçado, porém já era tarde demais. Movido pela força de Deus, o menino soltou o Corpo de Cristo, entregou a caixa de prata ao soldado e faleceu. Depois de morto, o soldado levou seu corpo para as catacumbas, onde Tarcísio foi sepultado.


Belo ato de heroísmo movido pela fé! A vida dos santos nos aponta para Jesus, porém, não basta lembrarmos os santos do passado. Necessitamos em nossas paróquias de crianças, adolescentes e jovens que tenham a fé e a nobre coragem de São Tarcísio. Ninguém deve se oferecer para exercer o serviço de coroinha, sem almejar a santidade. Esta se conquista através do amor a Jesus Eucarístico e através do serviço abnegado ao próximo. São Tarcísio só queria levar a Eucaristia aos encarcerados e, por isso, correu riscos. Aos coroinhas dos tempos atuais a Igreja pede para amar a Deus e fazer o bem aos outros. Quem serve o altar na Santa Missa deve praticar a caridade, assim o serviço realizado na Sagrada Liturgia tornar-se-á autêntico culto de louvor à Deus.


Converse no seu grupo de coroinhas sobre o que mais chamou sua atenção no texto.


Dom Antonio Tourinho Neto - Bispo Diocesano de Cruz das Almas.

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