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Domingo de Ramos





Estamos dando início à Semana Santa com a celebração deste Domingo de Ramos, chamado também “Domingo da Paixão”. Com os ramos nas mãos seguimos os passos de Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém e com Ele caminhamos rumo ao Calvário. A paixão, morte e ressurreição de Jesus é o acontecimento central de nossa fé, pois é por ele que recebemos a graça da salvação.


Ao longo dos tempos, esta semana que era chamada de “Semana Maior” passou a ser mais conhecida como “Semana Santa”, reconhecendo a grandeza do evento salvífico realizado por Jesus e contemplado por todos os que N’Ele creem. Uma semana marcada por profunda oração, silêncio, respeito e por uma maior participação das famílias nas celebrações da comunidade. Esta participação que não deve ser apenas na Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão, mas também na grande celebração da Páscoa, festa da Ressurreição de Jesus.


A liturgia deste Domingo de Ramos se divide em dois momentos: No primeiro realizamos a Bênção dos Ramos, o qual nos aponta para a chegada de Jesus em Jerusalém, lugar onde irá cumprir sua missão na entrega de si mesmo por obediência ao plano salvador do Pai. Com os ramos nas mãos, todos gritavam: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor!” (Lc 19,38). E nós também cantamos: “Hosana ao Filho de Davi”. Assim reconhecendo Jesus como o Messias enviado do Pai, exatamente como fez o Povo em Jerusalém. No segundo momento, celebramos a Eucaristia. Iniciamos ouvindo a Palavra de Deus, a qual nos orienta a compreender e viver o seguimento a Cristo, vencedor da morte e da cruz.


Na primeira leitura o Profeta Isaías mostra a atitude do “servo sofredor” que assume com fidelidade a realização do projeto de Deus. Ele é testemunha de sua Palavra no meio de todas as nações e mostra sua confiança no Senhor. “Mas o Senhor é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo… (Is 50,7)”. Esta passagem retrata de antemão a atitude de Jesus que assume a mesma condição com total desprendimento, amor e fidelidade ao plano do Pai para a salvação da humanidade.


A segunda leitura tirada da Carta de São Paulo aos Filipenses, apresenta o chamado “Hino Cristológico”, o qual retrata que, mesmo existindo em condição divina, Jesus esvaziou-se de si mesmo e assumindo a condição humana, menos o pecado, “fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2,8), sendo por isso, elevado pelo Pai acima de todo nome e nos proclamando: “Jesus Cristo é o Senhor” (cf. Fl 2,9-11).


Ao contemplarmos e meditarmos a narrativa da paixão e morte de Jesus, na certeza de sua ressurreição e ouvindo o Evangelho deste Domingo de Ramos, somos chamados a compreender que a vida cristã, no seguimento de Jesus, deve ser feita de amor, de serviço, entrega e doação total de si, pelo bem de quem mais precisa. É o que Jesus pede a cada um de nós: sermos solidários a serviço dos irmãos e irmãs, vivendo o desprendimento de nós mesmos para, como ele, estarmos ao lado dos mais necessitados.


Vivamos esta semana percorrendo com Jesus seus últimos passos entre as realidades deste mundo. Acolhendo seus ensinamentos, aprendamos Dele a sermos obedientes, fiéis e servidores ao plano salvador de Deus para toda a humanidade. “Se com Cristo morremos, com Ele haveremos de ressuscitar” (Rm 6,8).


Aproveito este momento para exortar a todos e todas, a não deixar de buscar o Sacramento da Confissão. Valorize e participe das celebrações em suas comunidades – a pandemia já não impede a participação. Viva, de fato, esta Semana em silêncio, oração, jejum e caridade. O Tríduo Pascal deve ser vivido por inteiro. Não paremos na Paixão do Senhor, na dor e na tristeza, mas sejamos capazes de chegar com Ele à Páscoa da Ressurreição. Desejo a todos e todas, uma abençoada “Semana Santa”.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado.


Dom Adimir Antonio Mazali Bispo diocesano de Erexim (RS)


Fonte: CNBB

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