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Bispo Diocesano de Cruz das Almas emite Nota em Defesa da Vida




Na semana passada, todo o Brasil acompanhou a notícia de uma criança de dez anos que foi abusada sexualmente ao longo de quatro anos pelo tio.


A lei brasileira prevê o direito ao aborto quando a gestação decorre de estupro e quando há risco de morte para a mãe. O incidente atual se insere em ambos os casos.

Diante de um episódio tão polêmico e de opiniões diversas, fiquei pensando a respeito da imensa ironia entre dois fatos atuais e bem contraditórios: em um, há uma luta para salvar vidas devido à pandemia do Coronavírus; em outro, o específico da gestante de dez anos, que pretenderam e, de fato, mataram uma vida intrauterina. Mataram? Sim, pois, mesmo com a garantia da lei vigente no país, o aborto não deixa de ser um assassinato.


Um adulto cometeu grave delito contra uma menor e quem sofreu a pena de morte foi o nascituro. Não estou insinuando pena de morte nesse caso e em qualquer outro. Como cristão e sacerdote, sou irrestritamente contra qualquer atitude que viole a vida humana. Estou afirmando que o mais inocente e indefeso foi o terrivelmente punido. Realmente, vivemos um assustador embaraço diante de uma sociedade hipócrita.


Nós, cristãos, estaremos sempre a favor da vida, custe o que nos custar. A vida é o primeiro e principal dom de Deus, mesmo que seja gerada em situação dramática de estupro de menor e vulnerável. O que a Igreja sugere no caso específico em questão? Que a medicina, tão evoluída em nossos tempos, empenhe-se em salvar a criança mãe e a criança bebê, pois ambas as vidas devem ser preservadas.


Pena que a cultura do aborto penetrou no ambiente onde não deveria adentrar. Refiro-me ao ambiente da saúde, vez que lá estão os profissionais médicos e enfermeiros, aqueles que no dia de sua formatura juraram salvar vidas e não as sacrificar. Imagino como tem sido difícil ser profissional da saúde e cristão nos dias atuais. Eis o desafio!


Do ponto de vista natural, o aborto é um crime, pois não passa da eliminação de uma vida humana. Para nós, católicos, a Igreja nos diz que quem comete aborto ou participa auxiliando na prática de um pecado grave desse gênero está imediatamente excomungado (ipso facto).


Os profissionais, mesmo agindo em nome da lei, não estarão isentos de prestar contas a Deus no dia do juízo final. Jesus, no Evangelho afirma: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas Aquele que me enviou” (Marcos 9, 37). Portanto, espero que os envolvidos façam um profundo exame de consciência e se arrependam sinceramente abandonando, para sempre, tal prática e enquanto é tempo.


Fique registrado que a Igreja que declara a excomunhão é a mesma que acolhe de volta o pecador arrependido que se converte. Afinal, o “Pai do Céu odeia o pecado, mas ama o pecador que se arrepende.”


Dom Antonio Tourinho Neto

Bispo da Diocese de Cruz das Almas

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