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Santo Antônio: a devoção brasileira ao santo português que dedicou a vida a caridade


“Quem segue verdadeiramente a Cristo deseja que todos o sigam e, por isso, volta-se para o próximo com solicitude de ânimo, devota oração e pregação da Palavra” (Santo Antônio)


Nesta quinta-feira, 13 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de Santo Antônio de Pádua, também chamado Santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. O santo português que ganhou fama de ser casamenteiro, pois em certa ocasião intercedeu por uma jovem que teria conseguido fazer um ótimo casamento, é muito popular também por ser o santo das coisas perdidas.


Frade franciscano, Santo Antônio, tem particular ligação com a Igreja no Brasil, onde cerca de 5 arquidioceses, 10 dioceses o tomam por padroeiro ou titular. Além de 24 catedrais que são dedicadas ao santo e 13 municípios brasileiros que o tem como padroeiro.


Na Diocese de Cruz das Almas são 41 comunidades dedicadas ao Santo e uma paróquia localizada em Geolândia - Cabaceiras do Paraguaçu. A Paróquia foi criada em 1 de junho de 2017.


Santo Antônio


Foto: Mário Jorge

Nascido em 1195, em Lisboa, o jovem Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo, nome de batismo de Santo Antônio, ingressou na Ordem dos Agostinianos aos 15 anos. Dez anos depois, já em Coimbra, foi ordenado sacerdote e adotou o nome de Antônio ao ingressar na Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.


Lá viveu de maneira simples entre os frades, até que um dia, precisou substituir um pregador que faltou numa grande festa e fez a homilia. Com excelente oratória e profundo conhecimento das Sagradas Escrituras se destacou e, então foi nomeado pregador oficial dos Franciscanos e professor de Teologia se tornando famoso por suas pregações.


Padroeiro de Pádua e de Lisboa, o santo venerado por suas pregações, vida de penitência e pelos milagres morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231 aos 36 anos de idade. Seu corpo foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação. Ele foi canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX. E foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.


Santo casamenteiro e dos objetos perdidos


A história retrata que a fama de casamenteiro se deu porque Santo Antônio teria atendido aos rogos de uma moça que para casar precisava um dote. De acordo com a agência ACI Digital, a moça teria recebido de Santo Antônio um bilhete para entregar a um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata segundo o peso do papel. Pensando que o papel pesaria muito pouco ele aceitou. Mas foram necessários 400 escudos da prata para que a balança chegasse ao equilíbrio. O comerciante lembrou-se de uma promessa que havia feito a Santo Antônio e não havia cumprido: dar 400 escudos de prata. A jovem recebeu a quantia e pode assim casar-se.


Além disso, segundo a ACI Digital, o santo é invocado para encontrar objetos perdidos, talvez porque certo dia um noviço fugiu do convento com um saltério que ele usava. Santo Antônio orou para recuperar o seu livro e o noviço se viu diante de uma aparição terrível e ameaçadora que o obrigou a regressar e devolver o que roubou.


Diz-se também que em uma ocasião, enquanto orava, apareceu-lhe o menino Jesus e o santo segurou-o em seus braços e por esta razão, até hoje, é representado sustentando o menino Deus. Santo Antônio é patrono das mulheres estéreis, dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros, dos padeiros, entre outros. Devido à sua caridade com os pobres, com frequência se representa Santo Antônio oferecendo pão a indigentes.

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