A preservação e a conservação dos bens culturais da Igreja no Brasil vai ganhar um capítulo inédito e histórico com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).





O acordo prevê a preservação através da promoção do conhecimento, salvaguarda do patrimônio material e imaterial e da recuperação dos bens culturais de propriedade da Igreja no Brasil – detentora de todo esse patrimônio de matriz religiosa católica, danificados pelo tempo ou por ação humana.


A assinatura do ACT está prevista para ocorrer ainda neste primeiro semestre conforme o cronograma das entidades. Uma identidade visual e todo material de divulgação está sendo preparado para marcar o lançamento desse acordo histórico entre a CNBB e o IPHAN.


A proposta desse acordo de cooperação técnica surgiu do trabalho do Setor Bens Culturais da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da CNBB que tem o papel de cuidar, fomentar e manter a preservação do patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil.


A partir daí foi iniciado um diálogo institucional entre as entidades, identificado os objetivos em comum e, então, depois de muitos levantamentos, elaborado o acordo que foi aprovado pelas presidências das suas instituições.


Marco histórico


Para o assessor do Setor Bens Culturais e Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da CNBB, padre Danilo Pinto, a celebração desse acordo representa um marco na história da preservação de bens culturais de matriz religiosa católica.


“Momento importante no histórico do relacionamento entre a CNBB e o IPHAN: preparação da celebração histórica do Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições! Trata do primeiro acordo nacional de cooperação técnica, desde a separação entre a Igreja e o Estado (1890) e do Acordo Bilateral entre o Brasil e a Santa Sé (2007), no específico do cuidado do patrimônio religioso de matriz católica”, disse.


Uma reunião na última segunda-feira, 19 de abril, deu início à preparação da cerimônia de assinatura do documento que marcará o início de uma nova fase na preservação dos bens culturais da Igreja no Brasil. Uma identidade visual está sendo preparada pelas duas entidades para celebrar esse acordo bilateral histórico. A cerimônia será transmitida pela internet nas redes das suas entidades.


De acordo com a diretora substituta do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN, Sandra Rafaela Magalhães Corrêa, ambas as instituições vêm trabalhando há década para preservação do patrimônio cultural, mas nem sempre com diretrizes alinhadas e cada uma com seus próprios esforços.


“Cabe ressaltar que mais de 30% dos bens tombados pelo IPHAN são da Igreja Católica, ou seja, essa parceria é absolutamente relevante para a preservação do patrimônio cultural brasileiro”, disse.


Ainda segundo Sandra Corrêa, o acordo vai possibilitar o trabalho conjunto entre as equipes e colaboradores das duas instituições no alinhamento de entendimentos, otimização na tramitação de processos e propondo avanços de maneira articulada.


“O escopo do acordo tem um foco importante nos aspectos de qualificação da informação sobre os bens, estabelecimento de diretrizes para intervenção e gestão, formação para conservação e manutenção e produção de materiais de orientação. Ou seja, ele também tem um caráter inovador na medida em que se propõe a configurar ações que buscam prevenir a ocorrência de danos ao bem tombado e, mais do que isso, possibilitar o empoderamento de seus gestores e mantenedores para conservação dos bens tombados em alinhamento com o IPHAN”, ressaltou Sandra.


Bens Culturais da Igreja no Brasil



Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Conceição do Mato Dentro (MG). Foto: IPHAN

O Brasil desde o seu descobrimento construiu um dos maiores acervos de bens culturais, históricos e artísticos da Igreja Católica. A Santa Cruz, que, inclusive, deu os dois primeiros nomes a essa terra foi o primeiro bem cultural doado a Igreja.


De lá para cá muita coisa foi construída e faz parte da fé, da história e da cultura do povo brasileiro. De acordo com o doutorando em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável e Conservador Restaurador de Bens Culturais Móveis, Dener Chaves, os bens culturais da Igreja estão divididos em: bens culturais materiais imóveis, integrados e móveis, além dos bens culturais imateriais.


  • Bens materiais imóveis: capelas, igrejas, mosteiros e catedrais;

  • Bens integrados: altares, pias batismais e forros esculpidos que se encontram em Igrejas coloniais ou dos séculos XIX e XX;

  • Bens culturais móveis: imagens em madeira policromadas, cálices em ouro e prata, crucifixos, alfaias e uma diversidade de objetos litúrgico, além de pinturas, livros e documentos raros.

  • Bens culturais imateriais: está relacionada ao modo de fazer, de festejar, de preparar, de cantar que são particulares a um determinado grupo ou região como a folia de reis, os tapetes de uma procissão, os festejos para um determinado santo, dentre outros.


O Iphan e a preservação do patrimônio


Criado em 1937, o Iphan tem uma importante e desafiadora missão: promover e coordenar o processo de preservação dos bens culturais do Brasil para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País.


Em seu esforço para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, o Iphan possui a tutela de mais de 45 mil bens imóveis tombados, inseridos em 86 conjuntos urbanos tombados. O Instituto tem ainda tombados um sítio paleontológico, 77 conjuntos arquitetônicos, 33 conjuntos rurais, 449 edificações, 393 edificações e seus acervos, 13 jardins e parques históricos, um quilombo, 30 ruínas, cinco sítios arqueológicos, nove terreiros, 24 patrimônios naturais, 29 acervos, 63 bens móveis e integrados e 45 equipamentos urbanos.


Além disso, o Iphan busca preservar e valorizar o patrimônio formado pelas ferrovias – composto por mais de 600 bens – e pelos barcos tradicionais criados por carpinteiros e artesãos, mestres e pescadores brasileiros, e tombou quatro embarcações de uso tradicional no Brasil: luzitânia (canoa de tolda utilizada na região do baixo rio São Francisco, em Sergipe), dinamar (canoa costeira que navega na Baía de São Marcos, no Maranhão), sombra da lua (saveiro de vela de içar, do Recôncavo Baiano) e tradição (canoa pranchão utilizada nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Também estão sob a proteção do Iphan 38 bens culturais imateriais registrados, sendo nove celebrações, 15 formas de expressão, 11 saberes e três lugares. O Brasil tem ainda 25 bens na Lista do Patrimônio Mundial reconhecidos pela Unesco, sendo cinco imateriais e 20 culturais e naturais.



Via: CNBB

Com informações e fotos do IPHAN


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Hoje (22/04) é celebrado o  Dia Internacional da Mãe Terra, para marcar a data, o secretário-geral da ONU, Antonio Guetteres, participa no Encontro de Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizado pelos Estados Unidos. A iniciativa reúne, de forma virtual, cerca de 40 líderes mundiais e pretende reforçar os esforços para limitar o aumento da temperatura global em 1,5 grau Celsius até o final do século.



A humanidade continua a abusar da natureza

Em mensagem sobre o Dia Internacional, Guterres afirmou que o planeta “está num ponto crítico” e apela as pessoas a fazerem as pazes com a natureza. O chefe da ONU afirmou que “a Humanidade continua a abusar da natureza”, pilhando descuidadamente os recursos da Terra, esgotando sua vida selvagem e tratando o ar, a terra e os mares como depósitos de lixo. Segundo ele, “ecossistemas e cadeias alimentares cruciais estão à beira do colapso.” Para o secretário-geral, esse comportamento “é suicida.” O secretário-geral ressalta que o mundo precisa “acabar com a guerra contra a natureza e cuidá-la para que volte a ser saudável".

Medidas necessárias

O chefe da ONU destacou depois os passos que precisam ser dados, como limitar o aumento da temperatura e planejar uma adaptação às mudanças que virão. Ele pediu também medidas mais firmes para proteger a biodiversidade, a redução da poluição e mais contribuições para economias circulares que reduzam os resíduos. Segundo Guterres, estes passos irão salvaguardar “a casa comum” da população mundial e “criar milhões de novos empregos".

Pandemia, oportunidade de mundo mais sustentável

Para o secretário-geral a recuperação da pandemia da Covid-19 “é uma oportunidade para pôr o mundo num caminho mais limpo, mais verde e mais sustentável.” Por fim, conclui sua mensagem pedindo que, neste Dia Internacional da Terra, todos se comprometam “com o árduo trabalho de restaurar o planeta e de fazer as pazes com a natureza”. Porque mudanças climáticas, provocadas pelo homem na natureza, bem como crimes que afetam a biodiversidade e o crescente comércio ilegal de animais selvagens, podem aumentar o contato e a transmissão de doenças infecciosas de animais para humanos, como a Covid-19.

(Fonte: Site da ONU)

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Escolhida por unanimidade pelo júri técnico e pelo júri dos bispos, a obra vencedora do concurso para a identidade visual do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021 foi produzida pelo Evandro Luís Marques Caldeira, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Olímpia, em São Paulo. A paróquia pertence à diocese de Barretos, do regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Evandro falou ao portal da Pastoral da Comunicação Nacional sobre o sentimento deste momento e também como foi o processo criativo para a produção da identidade.


Confira aqui o podcast.




Explicação da obra

No processo de inscrição, Evandro fez a seguinte explicação da peça:

“Enfrentando a pandemia do coronavírus, as paróquias tiveram que se reinventar fazendo com que a Igreja acontecesse em diversos lugares. O tema “Vem e verás” foi evidenciado, tornando a igreja próxima dos fieis onde estão e como eles são, e o quando a Igreja foi ampliada mediante a comunicação e o esforço de toda a Igreja no Brasil, comunicando-se de maneira direta e diária, chegando em hospitais, assistência social e, sobretudo, em cada família através da oração. Recordamos a encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco, que nos motiva a compreender que neste momento a comunicação foi a da unidade, todos estavam unidos pela fé, formando uma família, onde todos são irmãos. A cruz representa a entrega de Jesus Cristo por amor a todos nós. O símbolo do wi-fi representa a conexão entre os meios de comunicação. As fotos retratam o povo unido pela fé. A foto aos pés da cruz é o meu pároco (Frei Lucas Lisi Rodrigues) em uma das missa on-line, representando todo o clero.”

Baixe os arquivos da identidade visual. Em breve, outros conteúdos estarão disponíveis no mesmo link.


Comissão julgadora


A comissão formada para apreciar e indicar a obra vencedora foi composta por Flávio Medeiros (designer da Inspetoria Maria Auxiliadora e membro da Signis Brasil Jovem – Recife), Gustavo Huguenin (designer responsável pelo logotipo da JMJ Rio 2013 – Santa Catarina), Adielson Agrelos (coordenador do GT Produção da Pascom Brasil – Rio de Janeiro), Juliene Barros (coordenadora de criação da Paulinas Brasil – São Paulo), Zanete Dadalto (professora de fotografia na Faesa – Espírito Santo) e Fernando Gomes (fotógrafo e coordenador da Pascom na Diocese de Guarulhos). O júri técnico indicou as três primeiras colocadas e a segunda etapa do processo foi a decisão pelos três bispos membros da Comissão de Comunicação da CNBB: Dom Joaquim Mol, Dom Neri José e Dom Edilson Nobre.


Em suas publicações do Dia Mundial das Comunicações Sociais, utilize a hashtag #55dmcs.



Via: CNBB

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