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O papa Francisco acolheu ao pedido do bispo da diocese de Nova Iguaçu, dom Luciano Bergamin, de poder contar com a colaboração de um coadjutor e nomeou nesta quarta-feira, 27, dom Gilson Andrade da Silva, transferindo-o do ofício de auxiliar da arquidiocese de Salvador, na Bahia. A notícia foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no Brasil e publicada no Jornal “L’Osservatore Romano”, às 12h de Roma.


Biografia


Nascido no dia 11 de setembro de 1966, no Rio de Janeiro (RJ), dom Gilson Andrade da Silva recebeu a ordenação sacerdotal em 4 de agosto de 1991, na Catedral de Petrópolis (RJ). Entre os anos de 1985 e 1987 cursou Filosofia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino. Foi aluno do Colégio Eclesiástico Internacional Bidasoa (Pamplona – Espanha), onde fez o curso de bacharelado em Sagrada Teologia na Universidade de Navarra (Espanha), entre 1988 e 1991. É licenciado em Sagrada Teologia pela Pontifícia Università della Santa Croce (Roma – 1997-1999).


Foi vice-reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino (diocese de Petrópolis) de 1991 a 1997 e de 1999 a 2004, onde também foi professor. Ainda na cidade de Petrópolis, assumiu como vigário paroquial a Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim entre 1991 e 1994. No ano de 2000 assumiu como professor o curso de Teologia e Filosofia na Universidade Católica de Petrópolis. Em 2004 tornou-se membro do Conselho Pastoral Diocesano e em 2005 membro da Equipe de Coordenação Diocesana do Plano Pastoral de Conjunto e da Missão Popular.


Entre os anos de 2004 e 2005, foi diretor do Instituto de Teologia, Filosofia e Ciências Humanas na Universidade Católica de Petrópolis. Também no ano de 2004 foi reitor do Seminário Diocesano de Petrópolis e coordenador da Pastoral da Juventude da Diocese de Petrópolis. A partir de 2006 tornou-se membro do Colégio de Consultores; e presidente da Associação Mantenedora das Faculdades Católicas Petropolitanas (UCP), em 2008.


Em 2011, foi nomeado pelo papa Bento XVI como bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador. A ordenação episcopal aconteceu no dia 24 de setembro, em Petrópolis. A posse em Salvador aconteceu no dia 10 de outubro, na Catedral Basílica, localizada no Terreiro de Jesus.


Saudação

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou saudação a dom Gilson Andrade da Silva. O texto é assinado pelo secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner. Confira, abaixo, a saudação na íntegra:


Saudação da CNBB a dom Gilson Andrade da Silva


Brasília, 27 de junho de 2018


Prezado Irmão, dom Gilson Andrade da Silva.


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta alegria pela sua nomeação, feita pelo Papa Francisco, como bispo coadjutor da Diocese de Nova Iguaçu (RJ), transferindo-o do ofício de Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.


Desde 2011, o senhor vem realizando seu ministério episcopal de forma generosa e exemplar. O Santo Padre, agora, pede que o senhor abrace uma nova missão. Desejamos que esse novo trabalho traga alegria e que produza muitos frutos para o bem do Povo de Deus.


Buscamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas por ocasião da última visita Ad Limina Apostolorum dos bispos portugueses, para saudar sua nomeação: “Jesus disse: ‘Quem crê em Mim também fará as obras que Eu realizo’ (Jo14, 12), não obstante a nossa total indignidade, apesar da nossa fraqueza humana. Também os Apóstolos eram homens fracos. Também Pedro era homem fraco. Seja, portanto, um esforço de colaboração, isto é, da Igreja inteira, porque foi à Igreja que o Senhor assegurou a sua constante presença e a sua infalível assistência”.


Seu lema episcopal “In Verbo Tuo” (Por causa da tua Palavra) traz uma referência absoluta da missão que abraçamos, pois nos traz a afirmação de confiança que nos leva a uma oportuna renovação da nossa esperança: “Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia” (Lc 5,4-6).


Renovamos a nossa solidariedade e o abraçamos com afeto fraternal.


Em Cristo,


Dom Leonardo Ulrich Steiner Secretário-Geral da CNBB


Fonte: CNBB

Na manhã de terça-feira (25), foi realizado na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Cachoeira, o Solene Te Deum. A Celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Antonio Tourinho Neto.


Te Deum em Cachoeira - Ba

O Te Deum é um canto litúrgico que é celebrado há 196 anos em Cachoeira no dia 25 de junho, como forma de homenagear os heróis que participaram das batalhas de 1822 que resultou na libertação baiana do domínio português, em 2 de julho. "É um hino de de louvor a Deus que se atualiza na história, recordando aquele cântico de exaltação elevado a Deus por tão grande vitória", disse Dom Tourinho.


Em reconhecimento a essa conquista que é considerada o primeiro passo para a independência do Brasil, nesta data, pelo 11º ano consecutivo a cidade torna-se Capital do Estado da Bahia, por um dia.



Neste ano, a Celebração do Te Deum foi marcada pela primeira visita oficial do Bispo de Cruz das Almas à cidade que é considerada Heroica e Monumento Nacional.


Autoridades políticas municipais, do Estado e da União participaram do Ato Litúrgico que atualiza os ideais de independência e liberdade do povo cachoeirano. O Pároco, Padre Hélio Vilas-Boas e o Diácono Alan Bacelar participaram da celebração.


Após o Te Deum foram realizados outros atos cívicos como parte das comemorações dos 196 anos da Independência de Cachoeira.

O XVIII Congresso Eucarístico Nacional acontecerá em Recife (PE), de 12 a 15 de novembro de 2020. O tema já foi escolhido: “Pão em todas as mesas”. Em entrevista ao portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que é presidente do regional Nordeste 2 da entidade, falou sobre a preparação para o evento e do envolvimento das dioceses e arquidioceses de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.



Dom Fernando ainda recorda o lançamento de materiais do Congresso, como o hino oficial e a logomarca do 18° CEN, em um momento festivo, com apresentações culturais do Movimento Pró-criança, Instituto Dom da Paz e Orquestra Criança Cidadã, grupos pertencentes ou ligados à arquidiocese.


Como tem sido a preparação e a expectativa para sediar mais uma vez o Congresso Eucarístico Nacional?


Tem sido uma ocasião de muita alegria para a arquidiocese de Olinda e Recife. Todo mundo está vibrando com essa oportunidade que, pela segunda vez, acontece lá em Recife. Já temos formada a comissão central com representantes de todas as quatro províncias eclesiásticas [do regional Nordeste 2 da CNBB] e o clima é de festa. Estamos preparando neste momento para fazer o lançamento da logomarca e do hino do congresso. Isso vai acontecer exatamente dois anos antes do congresso, no dia 12 de novembro de 2018, no Centro de Convenções de Recife. É um dos locais onde vai acontecer o congresso e onde teremos os seminários, as palestras, as feirinhas, exposições. E todo mundo está realmente bastante feliz, motivado, esperançoso.


É a primeira vez que acontece essa experiência de todo o regional se envolver no projeto do congresso e a gente percebe que as dioceses estão todas motivadas. É tanto que o regional Nordeste 2 aceitou fazer a coleta para o congresso antecipadamente para termos recursos para começar os trabalhos, de modo que será em setembro desse ano a coleta no regional, enquanto no país inteiro vai ser em setembro do próximo ano.


Para o próximo ano também estão previstos eventos nas sedes das províncias?


Estamos pensando isso, como vai acontecer. Não serão congressos, mas eventos de preparação para o Congresso e quem vai ficar à frente são os representantes das províncias que vão entrar em contato com as demais dioceses para organizar isso. Mas está tudo no começo, começamos a apensar isso agora e vamos para frente.

E sobre o tema “Pão em todas as mesas”, o que motivou é uma realidade local e de todo o Brasil?


Acho que no Brasil, o Norte e o Nordeste são duas regiões muito sofridas. Então, havendo um Congresso Eucarístico em Recife, não poderia ser diferente. Pensamos num tema inspirado um pouco em um dos cânticos do Zé Vicente, que fala em Pão em todas as mesas, e procurar mostrar essa realidade diversa do Recife: as grandes potências que tem lá – pessoas que realmente tem bastante condições – e a miséria – que é muito presente também. E procurar trabalhar e moldar, para levar partilha, levar as pessoas a pensar no outro, nos pobres de maneira especial, para que o congresso seja fruto de um esforço nesse sentido de fazermos comunhão, de sermos solidários, para com os nossos irmãos mais sofridos.

Essa é a segunda vez que arquidiocese sedia o Congresso Eucarístico Nacional. O que tem de legado de lá para cá?


O primeiro congresso foi em 1939, portanto há bastante tempo. Muita coisa mudou, são décadas de diferença, mas nós vamos fazer um elo entre os dois acontecimentos. Estamos pesquisando para encontrar elementos que possam se completar e aproveitar as ideias, lembranças do primeiro congresso para poder então agora dar continuidade nessa ocasião, de modo que todo isso está sendo trabalhado por equipes específicas. Temos 13 equipes montadas e trabalhando para poder então fazermos um, congresso bonito e que possa fazer um bem não só à arquidiocese e ao mundo, mas a todos aqueles que vão participar conosco lá no Recife em 2020.


Um dos legados do congresso de 1939 foram igrejas construídas e os locais de eventos.


O primeiro congresso de 1939 deixou uma lembrança muito forte: foi a construção de uma Igreja em um bairro bastante importante de Recife, o Espinheiro, uma Igreja dedicada à Eucaristia. E essa Igreja atualmente é uma paróquia muito frequentada que todos se recordam do congresso a partir dela. Não somente a igreja, mas também o parque 13 de maio, que é um parque importante de Recife. Lá que foi a sede do Congresso. Naquela época não tinha absolutamente nada e hoje é um parque bastante importante e frequentado e que foi um legado do congresso eucarístico de 1939.

Confira o vídeo produzido pela arquidiocese de Olinda e Recife sobre a preparação para o XVIII Congresso Eucarístico Nacional.



Fonte: CNBB