Nota da Diocese de Cruz das Almas





“A política é uma das formas mais altas da caridade,

Porque busca o bem comum.”

(Papa Francisco)


À Diocese de Cruz das Almas, presbíteros, diáconos, membros da vida consagrada, seminaristas, agentes de pastoral, Conselho de leigos, membros das Irmandades, todos os batizados e pessoas de boa vontade e a quem interessar esta nota.

1. Introdução:

Todos os municípios brasileiros começam a se articular para o pleito eleitoral este ano e, através desta nota, a Diocese de Cruz das Almas deseja dirigir-se aos cristãos e à sociedade dos dez municípios que pertencem ao território de nossa Igreja Particular para levar-lhes uma mensagem de esperança, ânimo e coragem em relação à política e orientar, principalmente, os fiéis católicos no exercício da cidadania e do grave dever de votar com responsabilidade e reta consciência, pois, é o voto a “arma” poderosa que temos para transformarmos, num lugar melhor, o município onde habitamos.

2. O olhar cristão para a Política:

O Papa Francisco afirma que “Para o cristão é uma obrigação envolver-se na política. Os cristãos não podem fazer como Pilatos: lavar as mãos. A política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política...”


“... A política parece suja devido a muitos que se dizem cristãos se envolverem na política sem o espírito do Evangelho.” (Vaticano, 7 de junho de 2013).


Como bons cidadãos brasileiros e discípulos-missionários de Jesus Cristo, os cristãos almejam municípios prósperos, sem corrupção, em que os direitos básicos e outros tantos sejam garantidos não apenas a poucos privilegiados, mas, para todos indistintamente.


A prosperidade e o desenvolvimento da Nação começam pelas bases, a partir dos municípios, pois, nestes se contemplam, visivelmente, os Estados e a Federação. O sonho comum dos cristãos e de todos os brasileiros de boa vontade é transformar o Brasil num País alvissareiro e isso só poderá acontecer a partir dos municípios onde vivemos. É de se notar que as eleições municipais trazem consigo uma característica peculiar, pois dizem respeito a assuntos e interesses mais próximos do povo, por isso, faz-se necessário haver uma maior participação da comunidade local com promoções de debates, reflexões e estudo dos programas de governo apresentados pelos candidatos. Com certeza, as nossas comunidades eclesiais não poderão ficar de fora de um importante empreendimento como este, pois, do contrário, estarão completamente alheias e omissas a tal responsabilidade. Guiadas pelo Espírito Santo e iluminadas pela luz do Evangelho, as nossas comunidades paroquiais aproveitarão o tempo da campanha política para discutirem sobre problemas comum como: educação; saúde; segurança; trabalho; transporte; moradia; ecologia; lazer; enfim, sobre tudo que diz respeito ao bem-estar da sociedade em geral nos dez municípios que formam a Diocese de Cruz das Almas.

3. A Política como exercício da Caridade.

Aqueles que desejam participar do processo eleitoral, postulando um cargo público nas próximas eleições, precisam estar convictos de que a política deve e precisa ser regida pelo “dom supremo da caridade” (1ª Cor 12,31) e, por dever de consciência, disponibilizarem-se a favor da justiça, da verdade e do bem comum. Somente pela supremacia da caridade exercida no ambiente político partidário conseguir-se-á expurgar quaisquer interesses sórdidos contrários à autêntica democracia.


Aconselho os fiéis leigos, filiados a siglas partidárias, a deixarem ser motivados pelo dom da caridade e guiados pelo espírito da verdade antes de qualquer pleito eleitoral. Exorto-os também a basearem a sua conduta como cidadãos políticos àquilo que o Apóstolo Paulo chama de “o dom supremo”:


“A caridade é paciente, é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante e nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1ª Cor 13, 4-7).

4. Orientações da Diocese de Cruz das Almas em relação ao exercício do voto e da filiação partidária, respaldados na Doutrina Social da Igreja.

a) Para votar bem é imprescindível que o fiel católico conheça os programas dos partidos, os candidatos e suas propostas de trabalho. Católico não vota por paixão cega ou por pagamento de favores recebidos.


b) O fiel católico, por dever de consciência e pela profissão de fé, não deve votar em candidatos filiados a partidos que não defendam a vida, a família e a dignidade da pessoa. Colocam-se contra ao projeto do Reino de Deus aqueles que promovem partidos e candidatos que negam os valores cristãos e pregam ideologias que destroem as famílias, que incentivam o fim do matrimônio, o aborto, a eutanásia e outros princípios anticristãos;


c) O cristão não deve se filiar a partidos políticos contrários aos princípios cristãos e que fazem oposições à doutrina moral e social da Igreja Católica. Como também, os partidos que têm como base o ateísmo.


d) O cristão não vota em candidatos e nem se filia a partidos que não respeitem a liberdade religiosa e as aspirações às leis que beneficiam a todos;


e) O candidato e o partido devem ser compromissados a trabalhar para a erradicação da pobreza e a promoção da justiça para todos (moradia; educação; trabalho; segurança; saúde; transporte; lazer e outros);


f) O candidato deve ser “ficha limpa” e seu partido ter um histórico claro no combate à corrupção e a qualquer forma de conduta que possa prejudicar a verdadeira democracia que é: “todo o poder emana do povo” e tudo “deve ser feito para a melhoria do bem comum”;


g) O candidato e o partido devem colocar-se a serviço do bem comum e não fazer da luta pelo poder seu objetivo maior;


h) O fiel católico precisa tomar muito cuidado com candidatos às prefeituras e às vereanças que apoiam deputados estaduais e federais atrelados à escória política no Brasil.

5. A Política Partidária como Missão do Fiel leigo:

O documento 105 da CNBB “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5, 13-14)”, que busca um equilíbrio da vida cristã ressaltando a presença dos leigos e leigas no mundo e pertença eclesial recordando que “o mundo da política é missão do cristão leigo e esta missão deve ser direcionada, de modo especial, para a participação na construção da sociedade.” (n. 263), lembra também que é preciso “mostrar aos membros das nossas comunidades e à população em geral, que há várias maneiras de tomar parte na política: nos Conselhos Paritários de Políticas Públicas, nos movimentos sociais, nos conselhos de escola, na coleta de assinaturas para projetos de lei de iniciativa popular, nos comitês da lei 9840/99 de combate à corrupção eleitoral e da lei 135/2010, conhecida como Lei da ficha limpa”.


Outra sugestão muito importante do Documento 105 sobre a “Ação Transformadora na Igreja e no Mundo” é a seguinte: “incentivar e animar a constituição de Cursos e/ou Escolas da Fé e Política ou Fé e Cidadania, ou com outras denominações, nas Dioceses e Regionais”. E a última recomendação desta passagem do documento: “acompanhar os cristãos que estão com mandatos políticos (executivo e legislativo), no judiciário e no ministério público e os que participam de Conselhos Paritários de Políticas Públicas, a fim de que vivam também aí a missão profética, promovendo reuniões, encontros, momentos de oração e reflexão e retiros”.


Com muita alegria dou graças a Deus, pois a nossa Diocese com menos de três anos de erigida já formou uma primeira turma de leigos na Escola Diocesana de Fé e Cidadania, patrocinada pela dimensão social diocesana.

6. Quanto a não participação de clérigos, religiosos (as) e seminaristas em política partidária.

A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura partidária, consequentemente, é proibido aos clérigos (bispos, padres, diáconos), como também aos religiosos(as) e seminaristas qualquer militância direta ou indireta em política partidária. De forma caridosa e fraterna, previamente, admoesto os clérigos da Diocese de Cruz das Almas e aos religiosos(as), como também aos seminaristas, a não se comprometerem com candidaturas. Aproveito para esclarecer o que a própria Igreja define, restringe e proíbe sobre o assunto, conforme rezam os Cânones do Código de Direito Canônico: cânon 285 § 1: “Os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém a seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular”; cânon 285 § 3: “Os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil”; cânon 287 § 1º: Os clérigos promovam sempre e o mais possível a manutenção, entre os homens, da paz e da concórdia fundamentada na justiça. – § 2º: Não tenham parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais (…).

Nessa mesma linha, o Papa Bento XVI afirmou: “Os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis. Assim poderão ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes e nos religiosos – encorajando-os e vigiando--os, para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado.” (Papa Bento XVI; Vaticano, 17 de setembro de 2009).

Diante do que rege as leis canônicas e das orientações do Magistério da Igreja, apelo para a obediência dos clérigos, religiosos(as) e seminaristas, de não se posicionarem partidariamente nas próximas eleições, pois tal atitude acarreta, para a comunidade cristã, escândalos, desunião e decepções. Nós somos pastores do Povo de Deus e não representantes de partido político algum ou cabos eleitorais de pessoa alguma. Somos porta vozes do Evangelho de Cristo que une e nunca divide classe em partidos. Quem opta por um candidato, consequentemente está excluindo os outros. Nós, consagrados, não podemos excluir ninguém da proposta do Evangelho e da comunidade cristã, pois estes são para todos, sem distinção. A falta de unidade gera divisão e toda divisão gera reino fracassado (Mt 12,25).


Insisto aos clérigos, religiosos(as) e seminaristas a se absterem em apoiar candidaturas, mesmo se tratando daquelas que dizem respeito aos fiéis leigos das comunidades paroquiais; isso, para se evitar o perigo de rompimentos no rebanho de Cristo e os pastores perderem a credibilidade diante da própria comunidade eclesial.


Conto com a compreensão dos fiéis leigos que são candidatos e espero que entendam e acolham a posição da Igreja particular de Cruz das Almas em comunhão com a Igreja Universal, principalmente em relação ao cuidado de não dividir o rebanho de Cristo. Em vista disso, os leigos candidatos devem poupar seus pastores de qualquer constrangimento no que diz respeito às normas da Igreja.

7. Conclusão.

Exorto a todos os fiéis: ordenados, de vida consagrada e leigos, a abrirem os corações à ação do Espírito Santo neste período tão importante para a Pátria Brasileira e para cada município em particular. Orações, jejuns, penitências em favor das eleições são de extrema necessidade por parte do povo cristão. Tudo feito à luz da Palavra de Deus e dos ensinamentos da Igreja gera obediência a Deus e a obediência gera a certeza da justiça e da paz para todos. Que o Espírito Santo nos ajude a discernir os sinais do Reino de Deus ou não, nas pessoas que se apresentam como candidatas e nos partidos que almejam o poder.


Peço encarecidamente, se possível, que esta nota seja lida nas assembleias litúrgicas antes de se despedir o povo de Deus e seja propagada nos veículos de comunicação, para que chegue ao conhecimento do maior número de pessoas.

Que a Virgem do Bom Sucesso interceda por todos os envolvidos nas próximas eleições municipais.

Cruz das Almas, 22 de setembro de 2020


Dom Antonio Tourinho Neto

Bispo Diocesano

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A “Coleta do Bem”, nome oficial da iniciativa que unifica a Coleta da Solidariedade (gesto concreto da Campanha da Fraternidade) com a Coleta da Campanha para a Evangelização, será feita este ano em caráter extraordinário devido à pandemia na Solenidade de Cristo Rei.


Com o tema “É tempo de Cuidar da Evangelização” e lema “Conheceis a generosidade de Cristo” (2 Cor 8,9), a Coleta do Bem também está em sintonia com a Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil, uma iniciativa da CNBB e Cáritas Brasileira (conheça aqui).


“Cada cristão é chamado a viver e refletir essa generosidade com amor, fé e co-responsabilidade”, afirma padre Patriky Samuel Batista, secretário executivo das Campanhas da CNBB, sobre o lema da Coleta do Bem. Ele ainda garantiu que a inspiração do lema veio das últimas catequeses feitas pelo Papa Francisco, que tratam da solidariedade na perspectiva cristã.


A Coleta do Bem, será realizada no fim de semana da solenidade de cristo Rei, dias 21 e 22 de novembro. Durante todo mês a proposta é refletir sobre três realidades: evangelização dos Pobres; Anúncio da Palavra e Vida em plenitude.

“O que inspira esse cuidado é a própria generosidade de Cristo que sendo rico, como diz São Paulo, esvaziou-se de si mesmo e se doou a nós nos ensinando a fazer de nossas vidas uma oferta generosa da presença de Deus que é bondoso, compassivo e carinhoso (Sl 102). Como Igreja cuidamos do Anúncio da Palavra, dos Pobres e da Vida, dom de Deus para ser cultivado e compromisso a ser assumido”, afirma padre Patriky.


Cartaz No dia 15 de setembro, foi lançado o cartaz oficial da Coleta do Bem. A arte traz o título e lema da Campanha e enfatiza por meio de imagens o cuidado com os pobres, com o anúncio da Palavra e com o dom da vida.

A arte do cartaz foi elaborada pela designer Carla Chaves, juntamente com a assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Belo Horizonte: a designer e publicitária Miriam Barreto; a publicitária Cynthia Xavier; a designer Fernanda Alves e o estudante de publicidade João Vitor Barros, sob a coordenação da jornalista Ana Maria Rezende Miranda.


“Nesta época de pandemia é tempo de cuidar da Evangelização. De uma evangelização que se faz, que acontece também por meio do cuidado para com a Palavra de Deus e no cuidado litúrgico com as celebrações, mas também no cuidado com os pobres no horizonte da caridade cristã. A Evangelização supõe também recursos financeiros. Por esta razão nossa contribuição chega a diversos irmãos e irmãs que, com a pandemia, estão sofrendo ainda mais.”, afirma padre Patriky.


Faça o download do cartaz:


Versão 1 Versão 2 Versão 3


Destinação dos Recursos


No que tange à destinação dos recursos, padre Patriky explicou que do total arrecado com esta Coleta do Bem, 50% dos recursos serão da Coleta da Solidariedade e os outros 50% da Coleta da Evangelização. Da porcentagem destinada à da Soliedariedade, 60% serão destinados ao Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) e 40% para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS). “Com esse recurso a CNBB apoia diversos projetos pelo Brasil afora”, aponta padre Patriky.


Já os outros 50% que dizem respeito à Coleta da Evangelização, 45% serão destinados à diocese, 35% para a CNBB e 20% para o regional.


Ainda como novidade, padre Patriky adiantou, com exclusividade, que haverá um processo de “digitalização das Campanhas”. Isto porque um site está sendo preparado, com o objetivo de agregar e modernizar, a forma de recolhimento das contribuições. Em breve, a proposta estará disponível para acesso.


Saiba mais sobre as Campanhas e conheça os projetos apoiados: https://campanhas.cnbb.org.br/.


Oração para a Campanha da Evangelização 2020

Bendito sois, Deus da vida, auxílio dos pobres e vulneráveis, amparo daqueles que esperam em vós. Ajudai-nos a testemunhar a alegria da evangelização, em meio aos desafios do tempo presente. Batizados e enviados para anunciar a Palavra, cuidar da vida e evangelizar os pobres, vivendo em comunidades eclesias missionárias, queremos renovar nossa responsabilidade com a missão da Igreja. Renovai nossa esperança, fortalecei nosso chamado, enviai-nos em missão. Por Jesus Cristo, na força do Espírito Santo. Amém.


Hino É tempo de cuidar

Dom Ricardo Hoepers – Letra e melodia Arranjos e interpretação – Francis da Silva Prates, Ângelo Schenque e Emílio Piva

É tempo de cuidar, Olhar bem ao redor, Mover-se em compaixão.

É tempo de sonhar Um mundo mais humano, Fraterno, mais irmão.

É tempo de ser pão, Doar-se e repartir Com quem não tem mais nada.

Nos passos de Jesus, Ser alento e conforto Na escuridão, ser luz.

A VIDA É TÃO BELA, PRESENTE DE DEUS QUE NA CRUZ MORREU PARA NOS SALVAR.

SAGRADA E TÃO SINGELA, ESCOLHE, POIS A VIDA, É TEMPO DE CUIDAR!

SAGRADA E TÃO SINGELA, ESCOLHE, POIS A VIDA! A QUEM AMA, SEMPRE É TEMPO DE CUIDAR



Fonte: CNBB


Dom Antonio Tourinho e o Padre Josevaldo Carvalho diante da imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, após a Santa Missa

Nesta terça-feira, 15 de setembro, aconteceu o encerramento da Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso, Padroeira da Diocese de Cruz das Almas. A Missa festiva foi presidida por Dom Antonio Tourinho Neto, na Catedral Diocesana, concelebrada pelo Cura da Catedral, Pe. Josevaldo Carvalho, pelo Vigário Geral, Pe. Antonio Rebouças, e pelo Padre André Soeira. Contou com presença dos diáconos Dicarlos, Hélio, Sidney e Washington, além de seminaristas da Diocese.


Em razão das medidas restritivas provocadas pela pandemia, a assembleia litúrgica foi formada exclusivamente por representantes das pastorais, movimentos, associações e equipe de eventos da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, além de autoridades municipais. Os demais fiéis acompanharam a transmissão pelas redes sociais e pela Rádio Excelsior Recôncavo.


Na homilia, Dom Antonio Tourinho refletiu sobre a cruz, sinal de salvação da humanidade. “A cruz, sinal do maior entre os suplícios, é para o cristão a árvore da vida, sucesso de Deus! Eis o escândalo de um anúncio que o mundo nunca entendeu e nunca vai entender: A Cruz é sucesso de Deus! O Filho por sua obediência até a morte, e morte de cruz, garantiu o Bom Sucesso projetado por Deus Pai já na eternidade”, disse.


Ao explicar sobre o título de Nossa Senhora do Bom Sucesso, Dom Antonio Tourinho ressaltou a presença de Nossa Senhora no projeto de salvação da humanidade e, especialmente, sua presença diante da cruz. “Nossa Senhora, que esteve no percurso da sua vida associada em tudo a seu Filho, lá se encontrava, diante da concretização do projeto divino aos pés da cruz e, quando o Filho tinha o peito transpassado pela lança do soldado, a virgem mãe tinha sua alma ferida pela espada da dor. Ela cooperou em tudo com Deus Pai, por isso é venerada como a Mãe do Bom Sucesso, principalmente por nós dessa terra”, afirmou.


O Bispo Diocesano ressaltou ainda a responsabilidade dos fiéis da Diocese em ter como Padroeira Nossa Senhora do Bom Sucesso: “Veja que título nós recebemos, nenhum cristão católico pode ignorar esse título: nós somos o povo do Bom Sucesso. No Estado da Bahia não há outro povo que tenha esse título de Maria como sua Padroeira. Que tenhamos consciência, orgulho desse título. Precisamos ter mais ainda consciência da dimensão da Cruz. Não há Bom Sucesso sem Cruz. E a Cruz de Cristo nos aponta para o Bom Sucesso. Então, é por isso que ela é venerada como Nossa Senhora do Bom Sucesso, pois Jesus Cristo, nossa salvação, é o Bom Sucesso”.


Ao final da homilia, Dom Antonio Tourinho fez uma solicitação às autoridades: “Senhor Prefeito, nossa cidade se chama Cruz das Almas, eu faço um apelo ao senhor, que junto com o Pároco da Catedral, ergamos um belo cruzeiro na praça principal dessa cidade. Que a Cruz seja o sinal dos cruzalmenses, pois a Cruz é o Bom Sucesso da nossa vida”, finalizou.

Após a Celebração Eucarística foi realizada uma carreata pelas ruas de Cruz das Almas. Centenas de fiéis de carros, motos, cavalos e bicicletas acompanharam a imagem da Padroeira e do Senhor do Bonfim, da Paróquia São Pedro do Monte, Muritiba. Durante todo o trajeto, os cruzalmenses manifestaram toda sua fé e amor à Nossa Senhora.

O encerramento da festa aconteceu durante a noite com um Louvor Mariano, animado pelo Diácono Dicarlos Monteiro, Deka dos Teclados e Jefinho Dias, seguido da bênção do Santíssimo Sacramento.


Fotos: Pascom Bom Sucesso





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